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Quando o trabalho dá certo, a pessoa segue sozinha

Confesso que demorei para escrever sobre isso. Não por falta de vontade, mas porque algumas experiências pedem um tempo de maturação.


Há alguns meses, atendi um profissional que estava há mais de um ano tentando se recolocar no mercado. Sem respostas, com o emocional abalado e com aquela sensação silenciosa de “o que mais eu preciso fazer?”.


Quando ele chegou, não buscava apenas uma vaga. Buscava direção.


Nos nossos encontros, falamos de coisas que muitas vezes são subestimadas, mas fazem toda a diferença: como se posicionar nas redes sociais de forma verdadeira, como contar a própria história sem exageros nem insegurança, como se preparar para entrevistas sem decorar respostas e como transformar autoconhecimento em estratégia.


Usamos ferramentas comportamentais que ajudaram a clarear algo fundamental: quem ele é, como funciona, onde estão suas forças e como isso poderia e deveria aparecer diante das oportunidades. Não foi um processo mágico. Foi um processo honesto.


Algum tempo depois, veio a notícia: ele havia conseguido a recolocação. Sem intermediação direta, sem indicação, sem “empurrão”. E é aí que muita gente me pergunta se eu não fiquei frustrada.


Não, eu fiquei feliz. De verdade. Porque quando alguém consegue seguir sozinho, com mais clareza, confiança e autonomia, algo deu certo no caminho, mesmo que o resultado final, não venha com o nosso nome carimbado.


Nesta semana, ele voltou a falar comigo. Queria apenas agradecer e compartilhar algo que me tocou profundamente: disse que hoje se sente preparado não só para o cargo atual, mas para as próximas decisões da carreira. Que entender seu perfil mudou a forma como ele se apresenta, se posiciona e escolhe.


Esse tipo de retorno, vindo de um gestor, não aparece em métricas, não vira print, mas fica. Fica como marca, como legado, como a certeza de que desenvolver pessoas é muito mais sobre transformação do que sobre controle.


Acredito profundamente que o melhor trabalho é aquele que não cria dependência. É aquele que fortalece, amplia consciência e prepara para o agora e para o depois.


Quando a pessoa cresce e segue, o vínculo não se perde, ele se transforma. E talvez esse seja o maior sinal de que o trabalho foi bem feito.

 
 
 

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